Mostrando postagens com marcador curadoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curadoria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Vislumbres da Linha II - Divulgação





GALERIA de mArte Convida:

EXPOSIÇÃO DE FERNANDA BRANCHELLI

VISLUMBRES DA LINHA II
CURADORIA DE ANA ZAVADIL

Abertura: 10 de setembro de 2008.
Visitação: 10 a 24 de setembro de 2008. Das 14h às 18h
Local: Av. Osvaldo Aranha, 522. Sobreloja.
Bom Fim. Porto Alegre. RS.


CONFIRA O TEXTO DA CURADORA NOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

http://www.galeriademarte.blogspot.com/
http://www.babilonica.com/
http://www.blogdoarteweb.blogspot.com/
http://www.fernandabranchelli.blogspot.com/
http://www.marcusiizuka.blogspot.com/




VISLUMBRES da LINHA II

Ana Zavadil -curadora


“Desenhar é várias coisas.
É lançar a linha no espaço, anarquicamente, mas com aquela ordem interna que só quem faz sabe.
É estabelecer um continente, que aparentemente não contém nada, mas onde pode caber tudo (e onde cabe o vazio que é nada e tudo ao mesmo tempo).
É criar relações entre coisas, dando pesos e valores.
É falar de objetos e fazê-los falar.
E finalmente é lançar um olhar para a realidade, procurando e achando significados”.
Ester Grinspum


Os desenhos de Fernanda Branchelli têm uma pitada de tudo que se leu no belo texto de Ester Grinspum (2007, p.107). A artista lança suas linhas no espaço do papel sem ter uma pré-concepção do resultado final do trabalho. A sensualidade de uma linha mais curva acaba delineando corpos femininos ou de animais. As formas são traçadas com liberdade, a linha alcança autonomia indo e vindo, traçando curvas e retas. O nanquim, as folhas de ouro e prata e caneta gel preenchem os espaços onde as linhas se cruzam. Surgem as texturas sobre o plano e as cores que envolvem um espaço determinado; criam-se relações que justificam o todo, à medida que Fernanda constrói as linhas. Do puro movimento poético nascem ligações sutis que sugerem o vislumbre de um ser reconhecível.
Da escultura veio o desejo de trazer a aparência tridimensional ao desenho, agregando a colagem em seu processo criativo. Os seus desenhos passam a ter diferentes planos indicando uma possibilidade na criação de volumes, além do movimento para o qual o olhar é instigado a seguir. As zonas mais densas e coloridas ou as que formam grandes contrastes entre o preto e o branco encarregam-se de conduzir o caminho a ser percorrido dentro do espaço da representação.
A artista elabora seus desenhos com uma técnica refinada: alguns são ricamente trabalhados com diversos materiais, outros de maneira mais econômica com nanquim sobre papel, todos inscritos com a mesma desenvoltura, donos de magia própria que nos encantam, ao mesmo tempo em que nos incitam a buscar dentro das formas o reconhecimento da figura. Ela existe, pode estar nos vãos, mostrando-se pouco a pouco, como uma armadilha pronta a nos capturar.
As sutilezas, a beleza e o rigor na construção técnico-formal concebem um conjunto fascinante para o nosso deleite e para a afirmação do desenho como uma linguagem independente que, cada vez mais, se expande e toma seu lugar definitivo na arte contemporânea, agregando adeptos e admiradores.


NOTA:
Ana Zavadil, bacharel em História, Teoria e Crítica de Arte - UFRGS

REFERÊNCIAS:

GRINSPUM,Ester. Do desenho. In: DERDYK, Edith (org). Disegno.Desenho.Desígnio. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2007, p. 99-108.

domingo, 27 de abril de 2008

Curadorias: Espaço Arte no Café -

Mostra coletiva de Fotografia P & B (25/11/2003 à 22/12/2003)







Alunos do Instituto de Artes –UFRGS

Cadeira de Foto-I semestre: 01/2003
Professor: Luiz Eduardo Robson Achutti
Organização: Mônica Benedetti & Fernanda Filippin

O Primeiro Foco Linguagens da fotografia em P&B

Ainda lembro-me da primeira aula prática de fotografia em preto e branco. Já fazem alguns anos...Hoje, escrevendo sobre a exposição de meus colegas do Instituto de Artes da UFRGS, estou, aqui, homenageando ao professor Luiz Eduardo Robinson Achutti, que me ensinou como fazer fotografia, para o resto da minha vida. Compartilho com vocês, neste texto de fatos pertinentes à minha “descoberta da fotografia” acreditando, que tais fatos se revelaram à meus colegas durante este semestre, também.
Na cadeira de fotografia l, vi o quão gratificante é perceber que em 4 meses somos capazes de operar uma máquina fotográfica manual (sem recursos eletrônicos), de revelar nossos próprios filmes no laboratório, de ampliar nossas cópias, e de visualizar, eternizado, nosso olhar, em um instante. Este semestre me foi mágico, e acredito que esta magia faça parte, neste momento, de meus colegas. Sabemos, hoje, ser capazes de repetir, eternamente este ritual. Assim como aprendemos a andar.
Depois que descobrimos a química da fotografia, o foco de um “novo olhar” através das lentes da câmera fotográfica, o jogo de contrastes, único, existente na fotografia em preto e branco, nos entregamos, apaixonados, a este “novo olhar”, apreendendo os detalhes significantes de nossa individualidade. Revelando aos outros, nossas escolhas, nossos interesses, nossas características, nossa arte.
Olhando este ambiente, percebo que minhas palavras se fazem verdade. Que o primeiro foco está aqui, diante de nossos olhos, lembrando-nos de que há sempre algo especial a retratar.

Texto de:Fernanda Aiub Branchelli

Alunos

LUCIANE GREVE

VÍCTOR CARVALHO GROSMAN

PRÍSCILA SILVA DE ABREU

VÍVIAN CLARISSA MACHADO MORAES

MÔNICA BENEDETTI DOS SANTOS

CARMEM ÍSIS S.KRAUSPENHAR

CAROLINA HERRMANN COELHO DE SOUZA

REBECA CALHEIROS DE NOVAIS PLECH

ANELISE DOS SANTOS GUTTERRES

ALEXANDRE GUAZINA LOPES

GIOVANA ELLWANGER

PAULA COSTALUNGA LIMA

DENISE VON DER HEYDE LAMBERTS

LUÍS FERNANDO VICENTE SILVA

ROSIMARI GGONÇALVES FANTINELLI

SUZANA LOPES FONTOURA

GRAZIELA SEGANFREDO

JANAÍNA HARTZ ALVEZ

JOÃO DALLA ROSA JÚNIOR

CLÁUDIO BITTENCOURT DA SILVA

MARIA ISABEL ASO RUBIO CALDANA

ALINE HENRIQSON TEIXEIRA

ELIZETE SILVA ARMANDO

VALESCA TORRES ACKERMANN

NAURA SARTORI

FERNANDA FILIPPIN

ANA LOPES FONTOURA

MARCO AURÉLIO TESSLER


Curadorias: Espaço Arte no Café - Gaby Benedyct

Urbanidade (29/07/2003 à 23/08/2003)

Pinturas de: Gaby Benedyct

Estudante de Pintura no Instituto de Artes – UFRGS

Urbanidade

A questão da urbanidade, na obra de Gaby, está presente tanto nas cores (com a presença repetida do vermelho e do preto e nas leituras que podemos fazer de suas simbologias: o escuro, as sombras, o misterioso, a morte e a vida, a paixão,...), como na escolha do objeto de estudo (as garrafas, o brindar, o celebrar,..). Este caráter urbano é reforçado pelo formato que dá às criações (triângulos regulares e irregulares, retângulos, quadrados rompidos,...).
A pesquisa da artista parte de objetos que contêm coisas, espaços; universos contidos no dentro e fora de um recipiente, este conceito está manifestado nas pinturas que produz e também na forma como apresenta tais conceitos à nós.
No início da produção em Artes Visuais, como observamos em parte desta mostra, seu trabalho se limitou a representação de forma estilizada de garrafas e aos conceitos que rondam tais objetos, o spray aparecia em algum detalhe, utilizou-se de tons frio, e limitou-se ao suporte retangular, o tradicional na forma de representação.
Hoje, porém, notamos que suas tímidas garrafas se emanciparam a um universo rico, seja através da construção espacial das formas geométricas que adotara como suporte, ou na maneira que trabalha as linhas sobrepostas nos quadros. Onde transparências surgem junto a novos tons, proporcionados pelo spray, apresentando-nos elementos, que nos levam a criar cenários, a construir cenas do urbano, dos ares noturnos, das celebrações da vida,...
Nos suportes com novos formatos interfere diretamente no espaço real, notando-se um interesse particular em transcender o tradicional suporte, limitador, que adotara anteriormente. Fato que demonstra um detalhe pertinente e importante no conceito plástico de sua produção a ser continuado. Gaby Benedyct, a artista,convida-nos a um tim-tim íntimo com suas obras; unindo plástica e música, que são um reflexo do seu eu, e de sua atração pelo urbano mundo que conhece.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli

Curadorias: Espaço Arte no Café - Arnaldo Sartori


Convenções do Sonho

(de 23/09/2003 à 24/10/2003)


Neste mês presenciaremos na mostra de Arnaldo Sartori parte de seu sonho - através de imagens místicas - são nove desenhos os eleitos; o artista possui amplo acervo que trata das convenções do sonho.

A questão do sonho (do místico) me parece indissociável destas obras, o ar de mistério presente tanto nas figuras – os castelos, nuvens, luas - como no grafite do lápis me transpõe a outro universo, o universo único da imaginação.

A questão do sonho sempre existiu na arte tanto no surrealismo como anteriormente no romantismo, e parte significativa desta influência encontramos nesta mostra pois vislumbramos paisagens possuidoras de um mistério particular constituídas de cenas medievais ou futuristas - tipo em mundos existentes no filme Guerra nas Estrelas.

O artista (autodidata) cria estes universos tendo fidelidade absoluta a sua imaginação. E nesta exposição nos convida a adentrar em seu universo particular, a sonhar um pouco de seu sonho, a sonharmos, literalmente, acordados. Fazendo com que o nosso olhar se feche um pouco às atribulações do dia-a-dia.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli


Curadorias: Espaço Arte no Café - Jussara Moreira

“Visibilidade” exposição da artista no DMAE / 2000.

Gravuras de: Jussara Moreira (24/06/2003 à 25/07/2003)

Artista Plástica graduada em Desenho e Fotografia pelo Instituto de Artes – UFRGS

VISIBILIDADE II

Manchas e linhas constituem os guaches sobre papel; fragmentos restam como obra em si, signos. Arte abstrata...

Partiu, Jussara Moreira, no início da sua pesquisa plástica, dos símbolos e grafismos dos índios. Hoje, desta influência, resta-nos uma linguagem própria da artista, um código, lembrando-nos dos abstracionistas calígrafos, particularmente, da obra de Georges Mathieu, onde há uma linguagem composta por grafismos não definidos (como uma escrita em início, rabiscos...) intercalando-se a manchas, em sobre-tons e transparências.

A escolha do guache (pigmento a base de água que permite transparência) e o sobrepor de tinta translúcida junto a grafismos e linhas, revelam nuances de uma influência da arte oriental, com aquela leveza que lhe é particular e insubstituível. Estamos diante de pinturas delicadas, onde cada uma possui seu particular valor.

A natureza transposta para o papel em luz e linhas justifica a poesia dos guaches da artista, em transparências que revelam inúmeros tons em que um novo universo pode ser criado. Talvez, seja a questão da luz a mais importante em sua obra, por trabalhar com fotografia e por conseqüência com a “visibilidade” do transparente, isto é, o ato de revelar o que está por trás do definido como objeto.

A poesia está ao nosso olhar, sua leitura requer contemplação.


Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli