Mostrando postagens com marcador artista plástico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artista plástico. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de julho de 2008

DIVULGAÇÃO

OBRAS DE PAULO DASTIS

PAULO DASTIS - ARTISTA GAÚCHO QUE PERMANECEU NA ESPANHA POR APROXIMADAMENTE 40 ANOS;

Suas obras tiveram grande influência do Cubismo e atualmente possuem características de Pop art e arte Conceitual.






2008

2008

2007

2004

2003

domingo, 27 de abril de 2008

Curadorias: Espaço Arte no Café - Coletiva de Desenho

O que parte da figura (03/06/2004 à 22/06/2004)

Nico Giuliano


Flávio Gonçalves


Fernando Baddo


Adolfo Bittencourt



Coletiva de Desenho de: Adolfo Bittencourt, Fernando Baddo,Flávio Gonçalves e Nico Giuliano Professores do Instituto de Artes da UFRGS

O que parte da figura

O que parte da figura exterior de um corpo e de sua forma, ou de um aspecto? O que se torna exterioridade, o que surge como novidade, partindo-se de algo eleito como figura?
Sabe-se por definição que qualquer espaço limitado por linhas ou superfícies torna-se figura, e que uma carta de Tarô, um símbolo, uma alegoria, uma forma de linguagem podem ser interpretados como tal.
Toda imagem tem história, possui um percurso, de onde e como surgiu, e onde e no que vai se tornar. A verdade da imaginação manifesta-se neste tempo. Sobre o papel, ou outro material criam-se personagens, cujos perdem suas identidades, ou externam características próprias e únicas. Abre-se o tempo da imaginação mediante gráficos compostos por meio de linhas e sombras.
Nesta mostra observa-se o conjunto interprete sobre determinada questão de um mesmo assunto, composto por quatro visões que diferem sobre um mesmo tema, o que parte da figura. Fernando Baddo, utiliza-se de personagens em cenas corriqueiras, os quais referem-se à influência do inconsciente surrealista. Seus desenhos ou o que surge deles, servem de intermediários entre o que estava escondido num passado e o que será revelado no futuro ao artista, quando esses desenhos passarem de instrumento à obras tridimensionais. Descobrir o mistério de cada obra, e de cada pessoa é permitido a qualquer um que se permita fugir por um segundo da razão pura, e questionando busque um porque além dos sentidos tradicionais. Instigante se torna interpretar formas como as propostas por Nico Giuliano através de seus personagens. Homens-sombra repetidos, labirintos de suas próprias imagens. Existe certamente uma semelhança entre tais personagens e nós Homens (nos esbarramos uns com os outros atônitos e despersonalizados na correria diária).
Na medida em que se busca o hábito de interpretar, se aprende com ele a observar nos entre espaços. A ler sombras, a decifrar o gesto expressivo contido numa superfície arranhada, ou numa superfície manchada, conforme presenciamos nos desenhos de Flávio Gonçalves e no tríptico de Adolfo Bittencourt, o qual, através do esfumaçamento, do risco com pedra, ou do manchar resinado, compõem imagens com grande teor espiritual, dando movimento a estas através da forma como foram projetadas.
Mediante a variedade desta mostra e das diferenças que se constrói sobre um mesmo assunto, entre pessoas que contém afinidades, características, e oportunidades afins deixo o tempo falar por mim e guardo na lembrança as imagens que traduzem um pouquinho de cada artista em mim.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli

Curadorias: Espaço Arte no Café - Fernando da Luz

O Tempo na Construção (29/04/2004 à 27/05/2004)




Pinturas de: Fernando da Luz
Arquiteto

O tempo na construção

Nos resquícios arquitetônicos destas pinturas encontra-se um signo, um réptil cuja imagem transcende ao período atual. Este elemento é capaz de transportar o observador a um mundo primitivo, ao presente momento, e também ao mundo livre da imaginação. O fossilismo (no sentido de apego) do artista a tal elemento - o réptil - propõe tal animal como parte principal da elaboração de suas obras atuais. O vínculo com a arquitetura acompanha a trajetória artística de Fernando da Luz, também como professor. No início, ele criava com elementos rebuscados da arquitetura, hoje, após repensar sua construção pictórica, opta por suavizar tais características em suas telas. Suas novas criações possuem detalhes, resquícios de suas antigas arquiteturas acrescentadas do réptil atemporal que persiste em sua trajetória. O espectador é fisgado pelo olhar do artista que elege o ângulo exato para compor os elementos que constituem suas telas. Olhar transposto nas imagens das pinturas. O observador capta através dos detalhes destas representações a importância ressaltada do réptil na produção atual de Fernando, e o quanto os elementos da arquitetura vão tornando-se mais sutis para ele. O animal vence o mundo do concreto, frio e pesado. O fóssil do ontem, hoje sugere a vida, e amanhã nessas telas deixará sua história. Tais obras transportam a um tempo que necessita ou mantém uma relação intensa com a arqueologia, um tempo de descoberta, de decifrar, de buscar o que transcende a um período específico simplesmente. Libertando-nos a imaginar o enigma deste estranho animal, e o que ele representa para a pessoa de Fernando.

Texto & Curadoria de:Fernanda Aiub Branchelli

Curadorias: Espaço Arte no Café - Arnaldo Sartori


Convenções do Sonho

(de 23/09/2003 à 24/10/2003)


Neste mês presenciaremos na mostra de Arnaldo Sartori parte de seu sonho - através de imagens místicas - são nove desenhos os eleitos; o artista possui amplo acervo que trata das convenções do sonho.

A questão do sonho (do místico) me parece indissociável destas obras, o ar de mistério presente tanto nas figuras – os castelos, nuvens, luas - como no grafite do lápis me transpõe a outro universo, o universo único da imaginação.

A questão do sonho sempre existiu na arte tanto no surrealismo como anteriormente no romantismo, e parte significativa desta influência encontramos nesta mostra pois vislumbramos paisagens possuidoras de um mistério particular constituídas de cenas medievais ou futuristas - tipo em mundos existentes no filme Guerra nas Estrelas.

O artista (autodidata) cria estes universos tendo fidelidade absoluta a sua imaginação. E nesta exposição nos convida a adentrar em seu universo particular, a sonhar um pouco de seu sonho, a sonharmos, literalmente, acordados. Fazendo com que o nosso olhar se feche um pouco às atribulações do dia-a-dia.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli