sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mostra Coletiva de Arte em Atlântida 2010




Mostra Coletiva de Arte
em Atlantida 2010
Idealizado pela arquiteta Madalena Fuke surge um novo espaço para exposição para artistas na cidade de Xangri-lá.. Ao lado do famoso e tradicional café Atlantida, na praça central de Atlântida. A abertura da mostra será no dia 06/02 às 17:00 horas.

Com a participação da Fernanda Branchelli, artista plástica, trabalha com o desenho, utilizando as técnicas da folha de ouro, caneta gel e nanquim, criando desenhos lúdicos de corpos e paisagens, texturas e cores. Marcus Iizuka, arquiteto e fotografo, expõem fotografias de paisagens francesas e arquitetura japonesa. Gustavo Rigon, pintor e artista, mostra suas caixinhas um novo estilo de misturas do kiri-e, fotografia e desenhos, em paisagens urbanas. O escultor Fenando Baddo leva obras nas formas de garras ou de naves espaciais utilizando o mármore, a madeira e o ferro. João Carlos Branchelli com a filha Fernanda, criaram quadros em relevo retratando a riqueza da fauna e flora.

Exposição

MOSTRA COLETIVA DE ARTE em Atlântida 2010


Abertura
dia 06/02 às 17:00 horas
de 07/02 à 21/02 horas
De segunda a sabado das 11 às 21:00 horas


Rua 11 de Maio, 18 - Loja 6
Atlântida, Xangri-lá- R.S.

terça-feira, 31 de março de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Centro Municipal de Cultura de Caxias do Sul convida:

Exposição: Vislumbres da Linha II
Fernanda Branchelli


De 29 de Janeiro à 26 de Fevereiro de 2009.

Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
Local: Rua Luiz Antunes,312.
Bairro Panazzolo - Cidade Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.
fone: (54)3901-1316

Visitação: de segunda a sexta das 9h as 22h
Sabados, domingos e feriados das 15h as 22h


Curadoria: Ana Zavadil e Mona Carvalho





obs.: mais informações "clicar" em cima dos convites.

Vislumbres da LInha II em Caxias do Sul

LINHAS e FORMAS: o desenho como desígnio



A trajetória artística de Fernanda Branchelli é permeada pelo desenho e pela escultura. A sua ação passa do plano à realidade tridimensional. Através das mãos, com desenvoltura, uma linguagem enobrece a outra: o desenho representa a idéia e o pensamento situa-o no limiar da imaginação; a escultura constitui-se da forma e da matéria ocupando o espaço concreto. Os conceitos específicos de cada linguagem transpassam de uma à outra e a diferença que se estabelece entre elas é a temporalidade. No desenho o tempo escoa-se mais rápido, enquanto que na escultura ele é estratificado. A similaridade entre uma e outra ocorre através da linha.



A mostra Vislumbres da Linha II reúne uma série de desenhos que nos revelam grafismos em ritmos sinuosos compostos por signos que se multiplicam produzindo totalidades. O desenho surge como “depositário da verdade, dado que ali, na sua simplicidade complexa, seria muito difícil mentir.” (PASTA, 2008, p.84) pois, a partir da primeira linha depositada no papel, tudo pode acontecer; as marcas deixadas não podem ser apagadas, apenas retomadas ou transformadas sem lugar para arrependimentos.



A observação de uma imagem, seja ela fotográfica ou não, é o começo do processo criativo de Fernanda Branchelli. A empatia entre a imagem e a artista é fundamental e, a partir deste fato, surge o desenho cego, onde as linhas infringem marcas sobre o papel, delineando formas e criando movimentos. Como nos diz Icleia Cattani:



“A primeira criação, o primeiro impulso, no entanto, é fundamental: ele define o que virá a seguir, e é nele muitas vezes que o artista mergulha como num abismo, de onde emerge para atribuir significados às formas criadas. (2005, p.24)



Após o primeiro passo, o desenho é trabalhado em sua plenitude. Os traços consolidam-se em imagens, tanto antropomórficas, quanto zoomórficas. Os padrões gráficos intercalam as formas e constroem os espaços através dos materiais: o nanquim, a folha de ouro e a caneta gel. O desenho completa-se por meio desta combinação entre as matérias e os recursos técnicos empregados estruturados por um tratamento gráfico e cromático às figuras concebidas pela artista. O trabalho começa com a liberdade total da linha, “ (...) numa espécie de automatismo e depois, aos poucos, conferindo-lhes significados conscientes, sobrepostos às primeiras formulações.” (Obra citada,p.24) . A maneira tímida como o desenho começa acaba por perder-se no todo e toma formas consistentes ricas em detalhes e sutilezas.



As formas surgem do primeiro gesto e sinalizam uma construção delicada de várias etapas: o desenho cego, as colagens, a minuciosa tarefa de acrescentar a folha de ouro ou a de prata e a repetição de elementos que interagem entre as figuras. A elaboração rigorosa demonstra preocupação no fazer onde a qualidade técnica é prontamente observada.




Os desenhos nos encantam e nos convidam para um refúgio temporário: os círculos fazem-nos percorrer distâncias num ir e vir e os espaços vazios compõem as pausas onde o olhar descansa. O nosso olhar é aprisionado pelas séries de signos repetidos que se expandem e o encantamento está na tarefa de percorrê-los na busca de todas as informações ali contidas.



Os trabalhos atuais de alto grau de elaboração, onde padrões aparecem dentro e fora das formas, transformam-se em novas idéias no campo de atuação de Branchelli. Essas padronagens nos dão indícios de um caminho a ser trilhado em outra área: o design de superfície. A expansão do processo criativo, transitando para uma nova área, reitera a condição de hibridismo na arte contemporânea, onde as estratégias artísticas fundem-se com outros campos do saber e dentro da própria arte, em linguagens de percursos e técnicas diferentes.



NOTAS

Ana Zavadil, Bacharel em História, Teoria e Crítica de Arte.

REFERÊNCIAS

CATTANI, Icleia. O desenho como abismo. Porto Alegre: Porto Arte, v.13 n. 23 p.23-30. 2005.

PASTA, Paulo. Porque desenho in Disegno. Desenho. Desígnio. ORG Edith, Derdyk, São Paulo: Editora SENAC, 2007.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Coleção Vislumbres da Linha - II


Ano : 2008
Título: Dançando na Chuva
Técnica: Desenho a nanquim e folha de ouro
Dimensões: .62 x.63 cm

Valor: R$ 450,00 Coleção Particular de Valmor Fortes

Ano : 2008
Título: Gueixa III
Técnica: Desenho a nanquim e canetas gel com folha de ouro e colagem
Dimensões: .53 x.59 cm

Valor:R$ 500,00 Coleção Particular de Valmor Fortes


Ano: 2007
Título: Gueixa II
Técnica: Desenho a nanquim e canetas gel com folha de ouro e prata e colagem
Dimensões: .61 x .65 cm

Valor: R$ 700,00 Coleção Particular de Valmor Fortes

Ano: 2007
Título: Alice no País da Maravilha II
Técnica: Desenho a nanquim e canetas gel com folha de ouro e colagem
Dimensões: .61 x .80 cm

Valor: R$ 700,00

Ano: 2007
Título: Margaridas e Papiliu
Técnica: Desenho com caneta gel e folha de ouro
Dimensões: .58 x.76 cm

Valor: R$ 500,00 Coleção Particular de Minoro Iizuka

Ano: 2007
Título: Rosas não Choram
Técnica: Desenho a nanquim, canetas gel e tinta acrílica
Dimensões: .51 x .69 cm

Valor: R$ 400,00


Ano: 2006
Título: Desenho Animado
Técnica: Desenho a nanquim sobre papel sulfite 120gr.
Dimensões: .45 x .63 cm

Valor: R$ 300,00

Ano: 2006
Título: Paisagem da Inoscência
Técnica: Desenho a nanquim sobre papel sulfite 120 gr
Dimensões: .76 x 106 cm

Valor : R$ 400,00

Ano: 2006
Título: Beijoca
Técnica: Desenho a nanquim sobre papel sulfite 120gr
Dimensões: .45 x .63 cm

Valor: 300,00

Ano: 2006
Título: Gueixa
Técnica: Desenho a nanquim sobre papel sulfite 120gr
Dimensões: .45 x .63 cm


Valor: 300,00

Ano: 2006
Título: Nostalgia
Técnica: Desenho a nanquim sobre papel sulfite 120gr
Dimensões: .45 x .63 cm


Valor: 300,00

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Vislumbres da Linha II - Divulgação





GALERIA de mArte Convida:

EXPOSIÇÃO DE FERNANDA BRANCHELLI

VISLUMBRES DA LINHA II
CURADORIA DE ANA ZAVADIL

Abertura: 10 de setembro de 2008.
Visitação: 10 a 24 de setembro de 2008. Das 14h às 18h
Local: Av. Osvaldo Aranha, 522. Sobreloja.
Bom Fim. Porto Alegre. RS.


CONFIRA O TEXTO DA CURADORA NOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

http://www.galeriademarte.blogspot.com/
http://www.babilonica.com/
http://www.blogdoarteweb.blogspot.com/
http://www.fernandabranchelli.blogspot.com/
http://www.marcusiizuka.blogspot.com/




VISLUMBRES da LINHA II

Ana Zavadil -curadora


“Desenhar é várias coisas.
É lançar a linha no espaço, anarquicamente, mas com aquela ordem interna que só quem faz sabe.
É estabelecer um continente, que aparentemente não contém nada, mas onde pode caber tudo (e onde cabe o vazio que é nada e tudo ao mesmo tempo).
É criar relações entre coisas, dando pesos e valores.
É falar de objetos e fazê-los falar.
E finalmente é lançar um olhar para a realidade, procurando e achando significados”.
Ester Grinspum


Os desenhos de Fernanda Branchelli têm uma pitada de tudo que se leu no belo texto de Ester Grinspum (2007, p.107). A artista lança suas linhas no espaço do papel sem ter uma pré-concepção do resultado final do trabalho. A sensualidade de uma linha mais curva acaba delineando corpos femininos ou de animais. As formas são traçadas com liberdade, a linha alcança autonomia indo e vindo, traçando curvas e retas. O nanquim, as folhas de ouro e prata e caneta gel preenchem os espaços onde as linhas se cruzam. Surgem as texturas sobre o plano e as cores que envolvem um espaço determinado; criam-se relações que justificam o todo, à medida que Fernanda constrói as linhas. Do puro movimento poético nascem ligações sutis que sugerem o vislumbre de um ser reconhecível.
Da escultura veio o desejo de trazer a aparência tridimensional ao desenho, agregando a colagem em seu processo criativo. Os seus desenhos passam a ter diferentes planos indicando uma possibilidade na criação de volumes, além do movimento para o qual o olhar é instigado a seguir. As zonas mais densas e coloridas ou as que formam grandes contrastes entre o preto e o branco encarregam-se de conduzir o caminho a ser percorrido dentro do espaço da representação.
A artista elabora seus desenhos com uma técnica refinada: alguns são ricamente trabalhados com diversos materiais, outros de maneira mais econômica com nanquim sobre papel, todos inscritos com a mesma desenvoltura, donos de magia própria que nos encantam, ao mesmo tempo em que nos incitam a buscar dentro das formas o reconhecimento da figura. Ela existe, pode estar nos vãos, mostrando-se pouco a pouco, como uma armadilha pronta a nos capturar.
As sutilezas, a beleza e o rigor na construção técnico-formal concebem um conjunto fascinante para o nosso deleite e para a afirmação do desenho como uma linguagem independente que, cada vez mais, se expande e toma seu lugar definitivo na arte contemporânea, agregando adeptos e admiradores.


NOTA:
Ana Zavadil, bacharel em História, Teoria e Crítica de Arte - UFRGS

REFERÊNCIAS:

GRINSPUM,Ester. Do desenho. In: DERDYK, Edith (org). Disegno.Desenho.Desígnio. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2007, p. 99-108.