domingo, 27 de abril de 2008

Curadorias: Espaço Arte no Café - Gaby Benedyct

Urbanidade (29/07/2003 à 23/08/2003)

Pinturas de: Gaby Benedyct

Estudante de Pintura no Instituto de Artes – UFRGS

Urbanidade

A questão da urbanidade, na obra de Gaby, está presente tanto nas cores (com a presença repetida do vermelho e do preto e nas leituras que podemos fazer de suas simbologias: o escuro, as sombras, o misterioso, a morte e a vida, a paixão,...), como na escolha do objeto de estudo (as garrafas, o brindar, o celebrar,..). Este caráter urbano é reforçado pelo formato que dá às criações (triângulos regulares e irregulares, retângulos, quadrados rompidos,...).
A pesquisa da artista parte de objetos que contêm coisas, espaços; universos contidos no dentro e fora de um recipiente, este conceito está manifestado nas pinturas que produz e também na forma como apresenta tais conceitos à nós.
No início da produção em Artes Visuais, como observamos em parte desta mostra, seu trabalho se limitou a representação de forma estilizada de garrafas e aos conceitos que rondam tais objetos, o spray aparecia em algum detalhe, utilizou-se de tons frio, e limitou-se ao suporte retangular, o tradicional na forma de representação.
Hoje, porém, notamos que suas tímidas garrafas se emanciparam a um universo rico, seja através da construção espacial das formas geométricas que adotara como suporte, ou na maneira que trabalha as linhas sobrepostas nos quadros. Onde transparências surgem junto a novos tons, proporcionados pelo spray, apresentando-nos elementos, que nos levam a criar cenários, a construir cenas do urbano, dos ares noturnos, das celebrações da vida,...
Nos suportes com novos formatos interfere diretamente no espaço real, notando-se um interesse particular em transcender o tradicional suporte, limitador, que adotara anteriormente. Fato que demonstra um detalhe pertinente e importante no conceito plástico de sua produção a ser continuado. Gaby Benedyct, a artista,convida-nos a um tim-tim íntimo com suas obras; unindo plástica e música, que são um reflexo do seu eu, e de sua atração pelo urbano mundo que conhece.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli

Curadorias: Espaço Arte no Café - Cristiane Ramos

Camuflagens Humanas (27/10/2003 à 21/11/2003)

Gravuras de: Cristiane Gehling Ramos Artista Plástica - Graduada UFPEL / ILA

Gravando o Homem Contemporâneo

O universo das matrizes se une ao fotográfico, nasce aqui, o fazer na obra de Cristiane Ramos. Encontramos, nesta mostra, gravuras em metal, serigrafias e litografias. A artista, graduada em gravura pela Universidade Federal de Pelotas, Instituto de Letras e Artes, compartilha conosco, durante este mês, seu projeto de Graduação, cuja orientação foi de Helena kanaan.
O projeto plástico intitulado pela artista, Camuflagens Humanas, trata em seu conteúdo das relações entre símbolos que podem representar o Homem Contemporâneo.
Nesta série ela utiliza a árvore como disfarce ao homem preso a vícios, neuroses e insatisfações.
A forma como Cristiane transforma o Homem em árvore é, a principio, muito sutil, surgem figueiras com raízes em tons claros como num teste de psicologia aplicada, porém, mais ao final do projeto presenciamos detalhes de copas de figueiras (obtidos por fotografia) com cores expressivas e vibrantes, onde ela se fixa até o término da série.
Na psicologia a copa da árvore representa a cabeça, o intelecto, o inconsciente, nossos projetos, sonhos, realizações. Na pesquisa da artista notamos um interesse em salientar o superior, em fazer com que fixemos o olhar num detalhe que não se encontra na faixa do olhar, o enxergar nas entre linhas das coisas a busca inconsciente para uma vida melhor no dia-a-dia. Inúmeras leituras pode-se fazer de sua obra, aceitemos o convite que ela nos faz, observando a natureza do homem contemporâneo, através de suas copas .

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli

Curadorias: Espaço Arte no Café - Arnaldo Sartori


Convenções do Sonho

(de 23/09/2003 à 24/10/2003)


Neste mês presenciaremos na mostra de Arnaldo Sartori parte de seu sonho - através de imagens místicas - são nove desenhos os eleitos; o artista possui amplo acervo que trata das convenções do sonho.

A questão do sonho (do místico) me parece indissociável destas obras, o ar de mistério presente tanto nas figuras – os castelos, nuvens, luas - como no grafite do lápis me transpõe a outro universo, o universo único da imaginação.

A questão do sonho sempre existiu na arte tanto no surrealismo como anteriormente no romantismo, e parte significativa desta influência encontramos nesta mostra pois vislumbramos paisagens possuidoras de um mistério particular constituídas de cenas medievais ou futuristas - tipo em mundos existentes no filme Guerra nas Estrelas.

O artista (autodidata) cria estes universos tendo fidelidade absoluta a sua imaginação. E nesta exposição nos convida a adentrar em seu universo particular, a sonhar um pouco de seu sonho, a sonharmos, literalmente, acordados. Fazendo com que o nosso olhar se feche um pouco às atribulações do dia-a-dia.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli


Curadorias: Espaço Arte no Café - Jussara Moreira

“Visibilidade” exposição da artista no DMAE / 2000.

Gravuras de: Jussara Moreira (24/06/2003 à 25/07/2003)

Artista Plástica graduada em Desenho e Fotografia pelo Instituto de Artes – UFRGS

VISIBILIDADE II

Manchas e linhas constituem os guaches sobre papel; fragmentos restam como obra em si, signos. Arte abstrata...

Partiu, Jussara Moreira, no início da sua pesquisa plástica, dos símbolos e grafismos dos índios. Hoje, desta influência, resta-nos uma linguagem própria da artista, um código, lembrando-nos dos abstracionistas calígrafos, particularmente, da obra de Georges Mathieu, onde há uma linguagem composta por grafismos não definidos (como uma escrita em início, rabiscos...) intercalando-se a manchas, em sobre-tons e transparências.

A escolha do guache (pigmento a base de água que permite transparência) e o sobrepor de tinta translúcida junto a grafismos e linhas, revelam nuances de uma influência da arte oriental, com aquela leveza que lhe é particular e insubstituível. Estamos diante de pinturas delicadas, onde cada uma possui seu particular valor.

A natureza transposta para o papel em luz e linhas justifica a poesia dos guaches da artista, em transparências que revelam inúmeros tons em que um novo universo pode ser criado. Talvez, seja a questão da luz a mais importante em sua obra, por trabalhar com fotografia e por conseqüência com a “visibilidade” do transparente, isto é, o ato de revelar o que está por trás do definido como objeto.

A poesia está ao nosso olhar, sua leitura requer contemplação.


Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli



quarta-feira, 19 de março de 2008

Inocentes Rabiscos

Entre Cores - 2008
















O Rato e o Elefante -2008




















Margarida do Oriente -2008




























s/ título -2008



























Dançando na Chuva- 2008

























Exposição Novas cores e basaltos de Bez Batti

Divulgação:







Vernissage na Galeria do Instituto Moreira Salles - Unibanco Artplex do Shopping Bourbon Country 18/03/2008. Av. Túlio de Rose, 80. 2° piso. POA/RS.

















O Artista e convidados:






sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Artistas


















Fernanda Branchelli , Kaneko, Yutaka Toyota e Antonio Henrique Amaral