terça-feira, 17 de junho de 2008

Aos Amigos - Oriente Próximo

Uma história de amor nissei típica do bairro foi vivida por Marcus Iizuka e Fernanda Branchelli. Ele é um destacado repórter fotográfico que atua na colônia japonesa; ela, uma artista plástica descendente de italianos do sul do Brasil. A assimilação é harmônica até na cerimônia budista no templo Soto Zenshu, que pertence à família do noivo.

Foto de Marcio Scavone

sexta-feira, 2 de maio de 2008

TRABALHO AZUL E TRABALHO ROSA
salão bunkyo - 2007

TRABALHO AZUL - "coleção particular de Márcio e Miki Iizuka"



TRABALHO ROSA - "acervo da artista"



EXPOSIÇÃO NO BUNKYO

EXPOSIÇÃO VISLUMBRES DA LINHA


aspicuelta , 732. Vila Madalena . São Paulo . 2006

Obras (21)

entre olhares




traços do gatuno




xeque-mate








Alguns amigos


Yutaka Toyota e Kinuko



Edu e amigas




Karina e Sheila

terça-feira, 29 de abril de 2008

Galeria Virtual

Fotografia de Fernanda Branchelli


Dragão de Fogo
Aurora
s/título
Céu em Laguna

Peruibe

Pássaro e Casal
Nuit
s/ título
Na Estrada
Campos de Eldorado

s/título
Viajando no Sul
Big Aple
Pés e Gramado
Casa dos Sonhos

Em Registro

Tucuruvi - Tremembé

Sol em POA

Luzes na Cidade de SP

Luzes na Cidade de SP II


Objetuais

Objetuais II
Exposição Japonesa
Arte como Paleontografia - Museu da UFRGS

Gonzaga

Adolfo Bittencourt
Joel Durer

Heloisa Fortes
Fernando da Luz
Fernando Baddo
Onélia Nogaret
Nico Giuliano
Carla Rigotti
Sérgio Pimentel
Angelica Gross


Trilhando o caminho da origem da vida ao surgimento do homem.
A pedra esculpida se une ao material fundido, uma garra surge. A madeira trabalhada mescla-se com o ferro, desta união nasce um inseto. Pintam ou modelam nosso passado com fossilidade, através de répteis azul-acinzentados - rosados.
A serragem modelada sugere monstros do passado, dinossauros e outros tantos ssauros. Com carvão se riscou em cavernas, com ele desenha-se atualmente em telas, surgem pássaros primitivos que emergem contemporâneos.
Entre a solda de um ferro, a fundição de um bronze, e o uso que se faz da madeira criam-se novos seres, estes coabitam no espaço com o homem - entre vegetais, ossos e ferramentas, entre a concepção, a origem e o que resta de uma ossada.
Reconstruir o tempo, a terra, seus seres e seus olhares, é ressaltar as transformações que nas entranhas do ser estranha impressão habitou. É recriar uma trilha, é redescobrir a vida, como surgiu e o seu lugar na história, é criar uma informação. Dentro deste universo criativo que se vivencia esta mostra.
Aborda-se a arte como a execução prática de uma idéia - um artifício – neste projeto de co-curadoria entre as áreas que “recriam a vida” - a paleontologia através da veracidade dos fatos e as artes plásticas mediante a criatividade.
Optou-se pela seleção de artistas que priorizam a linguagem plástica como expressão e cujas obras são as mensagens principais. Definiram-se obras em cujas propostas de pesquisa plástica dos artistas remetessem primeiramente ao Período Triássico (onde se encontram os dinossauros que conviveram com tartarugas, répteis, aves, e os primeiros mamíferos), ainda que indiretamente.
Considerou-se também a vida vegetal existente, e que tais seres coabitavam com outros da era Paleozóica e período Pré-cambriano. E por fim a importância de colocar o surgimento da espécie humana como elo que une homem, arte e paleontologia.
A arte nesta mostra apresenta-se como uma “paleontografia” onde descreve através da plástica o tempo - o passado e as relações com o presente -, um universo novo criado a partir de nossas origens, composto de formas que expressam leituras particulares da vida ao mundo exterior.


Fernanda Aiub Branchelli
Curadora da Mostra
Bacharel em Artes Plásticas - UFRGS Habilitação em Escultura e História, Teoria e Crítica de Arte.

domingo, 27 de abril de 2008

Curadorias: Espaço Arte no Café - Coletiva de Desenho

O que parte da figura (03/06/2004 à 22/06/2004)

Nico Giuliano


Flávio Gonçalves


Fernando Baddo


Adolfo Bittencourt



Coletiva de Desenho de: Adolfo Bittencourt, Fernando Baddo,Flávio Gonçalves e Nico Giuliano Professores do Instituto de Artes da UFRGS

O que parte da figura

O que parte da figura exterior de um corpo e de sua forma, ou de um aspecto? O que se torna exterioridade, o que surge como novidade, partindo-se de algo eleito como figura?
Sabe-se por definição que qualquer espaço limitado por linhas ou superfícies torna-se figura, e que uma carta de Tarô, um símbolo, uma alegoria, uma forma de linguagem podem ser interpretados como tal.
Toda imagem tem história, possui um percurso, de onde e como surgiu, e onde e no que vai se tornar. A verdade da imaginação manifesta-se neste tempo. Sobre o papel, ou outro material criam-se personagens, cujos perdem suas identidades, ou externam características próprias e únicas. Abre-se o tempo da imaginação mediante gráficos compostos por meio de linhas e sombras.
Nesta mostra observa-se o conjunto interprete sobre determinada questão de um mesmo assunto, composto por quatro visões que diferem sobre um mesmo tema, o que parte da figura. Fernando Baddo, utiliza-se de personagens em cenas corriqueiras, os quais referem-se à influência do inconsciente surrealista. Seus desenhos ou o que surge deles, servem de intermediários entre o que estava escondido num passado e o que será revelado no futuro ao artista, quando esses desenhos passarem de instrumento à obras tridimensionais. Descobrir o mistério de cada obra, e de cada pessoa é permitido a qualquer um que se permita fugir por um segundo da razão pura, e questionando busque um porque além dos sentidos tradicionais. Instigante se torna interpretar formas como as propostas por Nico Giuliano através de seus personagens. Homens-sombra repetidos, labirintos de suas próprias imagens. Existe certamente uma semelhança entre tais personagens e nós Homens (nos esbarramos uns com os outros atônitos e despersonalizados na correria diária).
Na medida em que se busca o hábito de interpretar, se aprende com ele a observar nos entre espaços. A ler sombras, a decifrar o gesto expressivo contido numa superfície arranhada, ou numa superfície manchada, conforme presenciamos nos desenhos de Flávio Gonçalves e no tríptico de Adolfo Bittencourt, o qual, através do esfumaçamento, do risco com pedra, ou do manchar resinado, compõem imagens com grande teor espiritual, dando movimento a estas através da forma como foram projetadas.
Mediante a variedade desta mostra e das diferenças que se constrói sobre um mesmo assunto, entre pessoas que contém afinidades, características, e oportunidades afins deixo o tempo falar por mim e guardo na lembrança as imagens que traduzem um pouquinho de cada artista em mim.

Texto & Curadoria de: Fernanda Aiub Branchelli